Texto bíblico para meditação: Ester: 6,7 e 8
Falamos tanto em “nos humilharmos para que Deus, em tempo
oportuno, nos exalte, mas em virtude dessa preocupação, é muito fácil nos
esquecermos de outros princípios bíblicos tão importantes quanto e acabamos
pecando no intuito de acertar.
Como assim? Simples, principalmente nós, artistas cristãos,
vivemos nos protegendo do tão temido “ego” que nos ronda tentando nos tragar o
tempo todo. Nessa ânsia por acertar e por nos protegermos do ego inflado,
acabamos caindo em armadilhas perigosas, tais como: o julgamento e o orgulho
próprio.
Certas vezes, por buscarmos tanto a humildade, geramos um
orgulho próprio disso que por vezes, se torna tão exacerbado que acaba sendo
uma forma de cairmos no pecado que mais tememos. Isso acontece, quando nos
orgulhamos da nossa humildade e de mesmo sendo excelentes em tudo o que
fazemos, termos uma atitude humilde e nos relacionarmos bem com os “pobres
mortais inferiores a nós”. Percebem onde está o problema?
Essa atitude, geralmente nos leva à segunda armadilha: O
julgamento! Essa na minha opinião, é fatal!
A palavra já nos condena e indicia pelo pecado do julgamento:
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes
sereis julgados, e com a mesma medida com que tiverdes medido vos hão de medir
a vós. E por que reparas no argueiro que está no olho do seu irmão, e não vês a
trave que está no teu olho?” Mateus 7:1-3.
Ou seja, o julgamento que fizermos, recairá sobre nós!
Diversas passagens da bíblia tratam desse assunto. Lembram-se do trecho no
livro de Ester quando o que Hamã julgou ser o castigo para Mordecai recaiu
sobre ele? Pois é, precisamos tomar cuidado para nossa busca por humildade não
faça com que nossos lábios se abram pra julgar a postura de outros artistas,
ministros ou grupos de arte.
Diversas vezes ouvi pessoas falarem sobre a postura de
outras equipes e julgar o comportamento de outros com palavras como: “se
acham”, “não se misturam”, e outras coisas mais que nem compensa citar. Esse
tipo de comentário provém, muitas vezes, de um sentimento velado de inveja e
sentimento faccioso que são totalmente condenados por Deus (ex.Tiago 3:13-15).
“Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal
e diabólica.” Tiago 2:15
Confesso que errei muitas vezes por calar ao ouvir essas
coisas, mas um pouco por não saber ainda o que dizer ou não ter ainda refletido
sobre isso. Mas esses dias, tenho andado bem reflexiva sobre a nossa postura
como artistas cristãos, talvez por eu ter começado a minha carreira na arte
fora da igreja, profissionalmente, e saber muito bem como essas coisas
funcionam lá fora, me indigna tanto ver coisas piores vindas de cristãos, que
conhecem muito bem os princípios de Jesus e chamam aos seus companheiros de
“irmãos”!
Termino dizendo que acredito sim que, devemos ser humildes e
não deixar que o nosso ego nos domine, mas temos que cuidar primeiramente da
nossa motivação para tal humildade! Queremos ser humildes para que os outros nos
“vejam” e digam: “Nossa, mas que humildade”? Ou queremos ser humildes para que “Jesus
reine em nós” e não o nosso ego?
Tudo o que é voltado para que os outros vejam e nos honrem
trás morte, mas a motivação que vêm do alto gera vida e “vida eterna”.



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